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Crise: mais de 60 milhões de brasileiros estão com nome negativado

noticia | 09/02/2018 | Da Redação

Com desemprego alto e aumento do trabalho informal, os trabalhadores estão com dificuldades para pagar suas contas. Com isso, a inadimplência dos consumidores vem se mantendo em um patamar elevado.

Segundo estimativa Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), atualmente são mais de 60,7 milhões de consumidores brasileiros inscritos em cadastros de inadimplentes, número que representa aproximadamente 40% da população adulta que reside no país.

Segundo dados apurados pelo Indicador de Inadimplência do Brasil e da CNDL, o volume de brasileiros com contas em atrasos e com restrições no CPF abriu o ano de 2018 com alta de 2,10% na comparação com o mês de janeiro do ano passado.

Este é o crescimento mais expressivo desde junho de 2016 – época do golpe que derrubou Dilma Rousseff – quando a alta fora de 2,78%. Na comparação mensal, ou seja, com dezembro de 2017, sem ajuste sazonal, o aumento na quantidade de devedores foi de 0,96%, a maior desde maio do ano passado.

Metade da população entre 30 e 39 anos está com o CPF negativado


A estimativa por faixa etária revela que é entre os 30 e 39 anos que se observa a maior frequência de consumidores inadimplentes. Metade (50%) da população nesta faixa etária iniciou o ano de 2018 com o nome inscrito em alguma lista de devedores – um total de 17,3 milhões de consumidores nessa situação. Também merece destaque uma porcentagem significativa da população com idade entre 40 e 49 anos estar negativada:13,4 milhões, ou 48% do total dessa população.

O indicador ainda revela que entre os mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, a proporção de inadimplentes cai para 20% - em número absoluto, são 4,8 milhões. Já a população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporção é de 31%, o que representa cinco milhões de pessoas com o CPF inscritos em cadastros de inadimplentes.

Nas demais faixas etárias são 7,8 milhões de inadimplentes entre 25 e 29 anos; 12,2 milhões entre os que têm 50 e 64 anos e aproximadamente 232 mil idosos acima dos 85 anos que estão com o CPF restritos.

 

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