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Ataques à UnB são orquestrados contra educação pública e gratuita

noticia | 24/04/2018 | Da Redação

A UnB (Universidade de Brasília) vem sofrendo ataques articulados para justificar o fim da universidade pública e gratuita. E o triste papel da grande mídia nesse jogo é a veiculação de meias-verdades, que são piores que as mentiras, mas acabam conseguindo melhor êxito nas tentativas de destruir o ensino público de qualidade.

 

Para entender a questão:

 

1. Entre os anos de 2016 e 2018, os recursos destinados à manutenção (limpeza, segurança, luz, água, refeições no Restaurante Universitário) da UnB passaram de R$ 379 milhões, em 2016, para R$ 229 milhões em 2018. Somente dos recursos vindos do Ministério da Educação (MEC), houve redução de aproximadamente R$ 80 milhões para essa finalidade.

 

2. Em 2017, R$ 22,76 milhões não puderam ser empenhados por restrição de limite de empenho.

 

3. Bloqueio de R$ 37,14 milhões dos recursos da LOA 2017, sendo R$ 18,96 milhões destinados ao custeio da Instituição e R$ 18,17 milhões para investimento, com desbloqueio apenas no fim do exercício, o que prejudicou o planejamento e a execução do orçamento da Universidade.

 

4. Impossibilidade de ampliação dos recursos na fonte de recursos próprios por excesso de arrecadação, por conta da Emenda Constitucional 95 (PEC do Teto).

 

5. Com relação a recursos de investimento, houve uma redução do orçamento de R$ 62,151 milhões, em 2016, para R$ 28,211, em 2017, sem contabilizar emendas parlamentares. Somente da fonte Tesouro, os recursos caíram de R$ 47,151 milhões para R$ 8,211 milhões.

 

6. O deficit da UnB estimado para 2018 está em torno de R$ 92 milhões, entre os gastos previstos e a verba repassada.

 

7. Embora o orçamento total da UnB de 2018 seja um pouco maior em relação a exercícios anteriores, o valor disponível para o pagamento de suas despesas de manutenção, bem como o montante destinado a investimento, representam apenas 15,2% do total.

 

O problema da Universidade de Brasília não é gestão, nem expansão desordenada, mas descaso do governo federal em assegurar suas plenas condições de funcionamento.

 

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