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Trajano Jardim lança livro que conta a história das centrais sindicais no Brasil

noticia | 02/04/2018 | Da Redação

O jornalista Trajano Jardim lança, na próxima sexta-feira (6/4), o livro “Centrais sindicais no Brasil pós ditadura de 1964: narrativas, disputas e debates”. O evento será no Carpe Diem Gastronomia (Comércio Local Sul 104, Brasília), a partir das 19h. A obra apresenta uma análise sócio-histórica do processo de construção das Centrais Sindicais no Brasil.

Trajano nasceu em 1935, na cidade de Colatina, Espírito Santo, e estudou em Vitória. Aos 16 anos mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou por 30 anos como gráfico, e começou a militância sindical e política no sindicato da categoria do então estado da Guanabara, em 1959. Nessa fase de grandes mobilizações, foi convidado para a diretoria do sindicato, no cargo de segundo tesoureiro, na liderança de Giovanni Romitta, então presidente.

A atuação como diretor da entidade chamou a atenção dos militantes comunistas. Em 1961, filiou-se ao PCB, o velho Partidão, e ficou responsável pela confecção do Jornal do Gráfico, órgão oficial do sindicato. Então os camaradas do Partido o convidaram para colaborar no Jornal Notícias Gráficas, o órgão dos comunistas no Setor Gráfico do Rio, o que lhe rendeu a inclusão do nome no IPM da imprensa comunista, durante o golpe de 1964.

Em 1966, passou à vida clandestina, em razão da forte repressão dos órgãos de segurança sobre os quadros do PCB. Em agosto de 1966, por orientação partidária, foi para o exílio na Rússia, onde permaneceu até meados de 1968, quando o Partido o chamou de volta, em virtude da falta de quadros, por causa de muitos militantes terem sido presos ou mortos. Foi um dos últimos militantes exilados a conseguir voltar clandestino, pela rota do Uruguai.

Mora em Brasília desde 1980. Foi da Direção Regional do PCB-DF e presidiu a Zonal do Partido no Guará. Participou da direção do Sindicato dos Gráficos. Atuou na campanha de legalização do PCB, depois da Anistia, e do Comitê pela Emancipação de Brasília. Em 1995, tomou parte do governo do professor Cristóvam Buarque, como administrador da cidade do Riacho Fundo, e foi também conselheiro da empresa estatal Companhia Imobiliária de Brasília – Terracap. Foi ainda assessor Parlamentar do MEC e do Ministério do Esporte, durante o governo Lula.

Colaborou com o ex-reitor da UnB, o emérito professor José Geraldo, de ações para criação da Comissão da Verdade da Universidade de Brasília. Em 2003, formou-se em Comunicação Social, na área de Jornalismo. Especializou-se em docência do Ensino Superior e, em 2016, graduou-se no Mestrado em Ciência Política, pela Unieuro de Brasília. Continua militando no movimento sindical, agora da educação, como diretor do Sinproep-DF, do qual é um dos fundadores. É anistiado político e membro da Comissão da Verdade da Contee. Militante comunista há 57 anos, hoje é filiado ao PCdoB.

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