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Terceirizados da Vivo entram em greve contra jornada de quase 60 horas semanais

Notícia | 11/09/2018 | Da Redação, com informações da CUT

Os trabalhadores terceirizados da empresa Meta, que presta serviços à Vivo, cruzaram os braços nesta segunda-feira (10). O movimento paredista denuncia o crescente assédio moral no ambiente de trabalho e reivindica a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019.

De acordo com o Sinttel/DF – sindicato que representa os trabalhadores em telecomunicações –, os funcionários da Meta estão sendo expostos a situações desumanas. “A jornada desses trabalhadores vai até 18h. Mas muitas vezes esses trabalhadores são pressionados a estenderem o horário até quase 22h, sem direito a hora extra”, denuncia o dirigente do Sinttel-DF, Aldair Brant.

“É normal a gente trabalhar mais de 12 horas por dia para dar conta das demandas e cumprir metas. Caso contrário, somos ameaçados de demissão”, disse um trabalhador da Meta que não quis se identificar por temer represálias.

Em fevereiro de 2018, o Sinttel-DF efetuou denúncia contra empresa no Ministério Público do Trabalho da 10ª Região (MPT10ª), reivindicando a apuração das acusações. De acordo com o sindicato, a empresa chegou a se retratar, mas não demorou muito e novas queixas tornaram a surgir. Já a empresa Vivo não se posicionou sobre o assunto.

Sem um novo acordo

A data base dos trabalhadores da meta é realizada no dia1º de maio. Entretanto, embora já tenha entregue a pauta de reivindicação, a categoria segue sem a assinatura de um novo acordo.

Entre os pontos reivindicados pelos trabalhadores estão o piso salarial dos cabistas e instaladores de 1.380, cumprimento de todas as cláusulas do ACT vigente e fim do assédio moral.

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