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Brasília está abandonada

noticia | 13/03/2018 | Augusto da Fonseca

Foto de Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

Caos no metrô, desabamento de viaduto, buraqueira nas ruas do Distrito Federal, contaminação da água do Paranoá. Esses são alguns dos muitos indicadores que mostram que Rollemberg pode ser bom de conversa fiada, mas é uma negação como governador. É bom de conversa fiada porque, desde que tomou posse, a única coisa que sabe dizer para explicar os problemas que afetam os brasilienses é que tudo é culpa da herança maldita do governo anterior. No primeiro ano, muita gente acreditou nisso. Passados três anos, ninguém acredita mais. 

Caos no metrô 

No dia 28/2, um trem do metrô descarrilou entre as estações Águas Claras e Arniqueiras, interrompendo o serviço em um ponto crítico da linha, causando o caos na vida dos usuários. Infelizmente, não é um caso isolado. Só nos últimos três meses, ao menos outras cinco ocorrências interromperam a circulação dos trens.

Causa constatada: deficiência ou ausência de manutenção periódica nos trens e nas vias metroviárias.

Desabamento de viaduto

Parte do viaduto da Galeria dos Estados, no centro de Brasília, cedeu no dia 6/2. Por muita sorte, não houve vítimas, mas seria imaginável a existência de mortos e feridos, devido à localização e ao horário.

Causa: Ausência de manutenção corretiva, exigida há muitos anos pelo Tribunal de Contas. Não foi surpresa, portanto. A partir desse desabamento, surgiram informações sobre outros viadutos e pontes em situação de risco, incluindo a Ponte do Bragueto, por onde circulam milhares de veículos diariamente.

Buraqueira nas ruas

Um fato que todo brasiliense e visitantes constatam diariamente: há muitos buracos em todas as vias do DF. Se esse assunto for perguntado ao governador, ele dirá que é complicado fazer tapa-buraco nesse período de chuvas. É verdade, por isso que essa manutenção deveria ter sido feita antes do período de chuvas. Manutenção preventiva periódica das vias urbanas foi algo que não ocorreu, nesses três anos de Rolemberg.

Contaminação das águas do Paranoá

A Delegacia do Meio Ambiente recebeu denúncias de contaminação da água do Lago Paranoá. Foram colhidas amostras e o laudo da Polícia Civil constatou a contaminação. O laudo foi entregue ao governador, mas ele abafou o caso. O perito informou que, além da contaminação por bactérias, a estação de tratamento de água não consegue remover o óleo e a graxa derramados no lago pelas lanchas e embarcações. Portanto, os moradores da Asa Norte, Paranoá e Lago Norte podem estar bebendo água com óleo e graxa.

De fato, o DF não recebe a atenção devida do governo Rolemberg. Esses são alguns exemplos do descaso, mas há muitos outros, que o Jornal Brasil Popular abordará nas próximas edições.

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