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Trump choca o mundo ao boicotar, na ONU, o aleitamento materno

noticia | 18/07/2018 | Milla Gentil

O aleitamento materno, ampliado para níveis universais, teria o condão de prevenir cerca de 820 mil mortes por ano de crianças menores de cinco anos em países de média e baixa renda, afirma a Associação Brasileira de Pediatria. 

 

Mas a extrema-direita, em qualquer lugar do planeta, sempre escolhe o tilintar do din-din: o governo do presidente norte-americano Donald Trump se recusou a apoiar uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que incentiva a amamentação de recém-nascidos. O motivo do governo Trump: favorecer o mercado de alimentos para bebês, dominado por empresas norte-americanas e europeias, e que movimenta por ano mais de R$ 260 bilhões - com estimativas de crescimento.  

 

A resolução da ONU - rejeitada durante encontro da ONU na Suíça pela representação diplomática dos EUA -, está embasada em quatro décadas de pesquisas que apontam o leite materno como o mais saudável para crianças. 

 

"A decisão americana atua em favor dos grandes produtores de fórmulas infantis, representa um risco às mulheres e crianças e a desconstrução de políticas públicas internacionais", disse a médica obstetra e docente do Departamento de Saúde Materno-Infantil, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), Simone Diniz, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

 

"Quando você promove fórmula, você está promovendo doenças em mulheres e crianças. Além de estar extorquindo do ponto de vista econômico essas famílias e a sociedade", explica a médica.

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