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Dossiê aponta mais de 60 mortes de defensores dos direitos humanos em 2017

noticia | 02/10/2017 | Inês Ulhôa

No Brasil se mata (e muito) quem luta por direitos. Indígenas, trabalhadores rurais e urbanos, quilombolas, pescadores, militantes dos movimentos das favelas e LGBTIs são as principais vítimas. Dossiê divulgado pelo Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH) aponta as violências sofridas por esses grupos e narra casos de assassinatos de suas lideranças.

Algumas regiões foram mapeadas como palco de situações de conflito e ameaças constantes na luta pela terra, a exemplo da Região Norte, onde a situação é “alarmante”, com constantes tentativas de expulsão por parte de pistoleiros dos acampamentos do MST. Muitas ameaças foram denunciadas antes que resultassem em mortes, mas as autoridades públicas nada fizeram para evitar, deixando livres os pistoleiros, para agirem novamente a mando dos empresários e donos do agronegócio.

O CBDDH indica que “o descaso do poder público intensifica essa situação de violência”, sobretudo neste “cenário de golpe de Estado, com a retirada de direitos, criminalização, esvaziamento político e financeiro de órgãos como Incra e Funai”. Nas cidades, as principais vítimas são as lideranças de movimentos que lutam por moradia, por direitos da população LGBT, da juventude negra, das profissionais do sexo, das lideranças comunitárias de favelas e periferias.

 

O documento “Vidas em Luta: Criminalização e violência contra defensoras e defensores de direitos humanos no Brasil” foi elaborado em Brasília, durante o Seminário Nacional sobre Proteção a Defensores e Defensoras de Direitos Humanos, de 13 a 15 de setembro.

 

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