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Brasil não pode repetir a tragédia argentina de Macri

artigo | 06/08/2018 | Mario Augusto Jakobskind

No momento em que os partidos políticos começam a se posicionar para a escolha do candidato a substituir o presidente (falido e rejeitado) Michel Temer é muito importante que eleitores acompanhem o que está a acontecer na vizinha Argentina sob o governo de Maurício Macri. Ele acabou de decretar que as Forças Armadas voltem a ser acionadas para intervir em questões de segurança interna.

Os opositores de Macri e a mídia independente alertam para o motivo real do decreto, ou seja, reprimir as manifestações dos movimentos sociais contra a política econômica de submissão total ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Macri está agora totalmente submisso a essa entidade, que tem exigido dos governantes dos países que se submetem aos ditames do FMI, o que tem provocado problemas para a maioria da população.

Alguém deve estar perguntando: o que tem isso a ver com o Brasil? Tem e muito. Basta verificar o que pretendem certos candidatos, entre os quais, Geraldo Alckmin, do PSDB, agora apoiado por partidos que desde o início, em troca de favores, apoiaram o projeto colocado em prática em mais de dois anos a partir da ascensão de Temer.

É preciso, portanto, acompanhar com muita atenção o que pretendem, tanto Alckmin como outros candidatos em matéria de política a ser executada pelos pretendentes ao cargo. Até porque, segundo analistas econômicos independentes, a continuar o atual projeto, em pouco tempo o Brasil terá o mesmo destino de Macri, ou seja, acabará cedendo totalmente aos interesses econômicos do FMI, ou seja, um projeto ainda mais radical em matéria de subserviência ao capita. Está nas mãos do povo brasileiro não se deixar envolver por projetos que seguem totalmente a linha de Macri.

É provável que o tema seja escondido nos debates, exatamente para evitar que eleitores sejam informados.  Mas se ocorrer alguma possibilidade será importante que a questão venha a ser enfocada.

O que está em jogo agora é o futuro do país, ou continua avançando no esquema lesa pátria de Temer, e até aprofundado por Alckmin, ou então o povo venha de fato a ser o principal responsável pelos acontecimentos.

Trocando em miúdos, é necessário que o povo brasileiro seja consultado sobre tudo o que foi feito nestes mais de dois anos pelo governo Temer, projeto levado adiante sem o debate necessário.

Muita atenção, portanto, a essa questão, porque sem o debate e o julgamento do povo, o projeto só servirá, como agora, a segmentos minoritários da sociedade brasileira. Mas para que isso aconteça é fundamental que p povo esteja atento e seja informado, porque se isso não acontecer, mais uma vez se repetirá a entrega de mão beijada das riquezas nacionais e o favorecimento das empresas multinacionais, como tem feito o atual governo com a complacência da mídia comercial.

Temer está aproveitando o que lhe resta de mandato para se apresentar no exterior e, na calada da noite, fazer ainda maiores concessões aos setores econômicos contemplados com o projeto executado.

Para evitar a repetição, ainda mais agravada, do que vem sendo executado, é preciso muita atenção. Se impedirem a candidatura do político mais bem colocado nas pesquisas, apesar de preso em Curitiba, é importante acompanhar o desenrolar dos acontecimentos e responder à altura devidamente. Jamais anular o voto, mas escolher quem se comprometa a realizar consulta popular sobre o projeto que vem sendo feito pelo atual governo. Só dessa forma é que o Brasil voltará a encontrar o caminho que contemple a maioria da população.

O momento, vale sempre enfatizar, é decisivo e tudo deve ser feito para que o país volte a ser dos brasileiros e não, como agora, que contemple apenas um setor minoritário, responsável pelo golpe parlamentar, midiático e judicial que resultou na ascensão de Temer e sua patota. Na hora de se refletir sobre isso, é necessário não esquecer da tragédia resultante para os argentinos do governo de Maurício Macri. É preciso acabar de uma vez por todas com o slogan, repetido em outras ocasiões, de que o Brasil venha amanhã uma nova Argentina. Em suma, apagar para sempre a história do “eu sou você amanhã” e demonstrar que isso é algo do passado que ninguém quer mais repetir.

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