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America Latina vira alvo de guerra da OTAN

noticia | 12/06/2018 | Cesar Fonseca

Como todos sabem, a OTAN é o braço armado americano na Europa, que os Estados Unidos querem estender, agora, sobre a América do Sul, começando pela Colômbia.

 

Os europeus, hoje, estão mais divididos que nunca, no que eles chamam de União Europeia. 

 

Mais apropriado seria dizer desunião europeia. 

 

Estão como cachorro que caiu de caminhão de mudança, perdidos na estrada. 

 

Trump, nos Estados Unidos, fecha o mercado consumidor americano para os produtos industriais europeus.

 

Detonou acordos comerciais pelos quais a Europa tentaria assegurar um naco do mercado de Tio Sam para ela. 

 

Ao mesmo tempo, os europeus estão sendo proibidos, pelos americanos, de se aproximarem da Rússia e da China, que se unem, junto com os asiáticos, em geral, para formar o grande mercado da Eurásia, que vai dar as cartas nas relações globais ao longo do século 21. 

 

O problema é que os europeus dependem do petróleo e do gás russo, bem como desejam ser protagonistas, com a China, na chamada Rota da Seda, por onde o grande comercio mundial será alavancado nos próximos tempos. 

 

O ocidente, dominado pelos Estados Unidos, estão perdendo espaço, no oriente, comandados pela parceira China-Rússia.

 

Está nascendo novo mundo, que contesta imperialismo de Tio Sam. Mas, apesar de os Estados Unidos tratarem a Europa, agora, como padrasto ferrabrás, querem que os europeus façam guerras, por procuração, na América Latina, a chamada guerra híbrida, intrometendo nos assuntos latino-americanos, na tentativa de jogar uns contra os outros. 

 

O exemplo mais recente é a disposição americana de jogar a OTAN dentro da Colômbia, para intensificar guerra contra a Venezuela. 

 

Para tanto, logo, logo essa pressão contra os venezuelanos, feita pela OTAN, sob pressão dos Estados Unidos, envolverá o Brasil. 

 

Como se viu durante reunião da OEA, o Brasil neoliberal e submisso a Tio Sam posicionou-se favorável a retirar a Venezuela da entidade, dominada por Washington.

 

Perda de tempo, porque os venezuelanos já não estão nem aí para a OEA, que é pau mandado de Washington. 

 

O ministro das relações exteriores do Brasil, o tucano Aloísio Nunes Ferreira, fez papel de palhaço, nessa jogada. 

 

Ele, que foi o primeiro a ir aos Estados Unidos anunciar o golpe contra Dilma, é tucano golpista de carteirinha, trabalha para concretizar os propósitos de Trump, na América do Sul. 

 

Tremendo traíra sul-americano, na linha de Silvério dos Reis.

 

O objetivo fundamental, americano, como se sabe, é aprofundar o roubo do petróleo sul-americano. 

 

Já está fazendo isso com o pré-sal brasileiro e deseja o mesmo, tomando o óleo da Venezuela, onde, no entanto, há resistência política forte, união cívico-militar e mobilização social em torno de constituinte. 

 

O povo venezuelano está, nesse momento, escrevendo seus direitos, no parlamento, em nova Constituição, depois que o governo ganhou eleição, com apoio popular amplo. Vive, portanto, a Venezuela efervescência política, profundamente, incômoda aos Estados Unidos. 

 

Ela estimula o espírito revolucionário no continente e faz avançar teses políticas, econômicas e sociais nacionalistas. 

 

Contrastam, diretamente, com a intensão americana de conter as políticas nacionalistas, com o receituário do FMI, como Washington tenta impor, na Argentina, com forte resistência da sociedade. 

 

É nesse contexto, que a OTAN, a serviço dos Estados Unidos, quer recolonizar o continente, por meio do braço imperialista de Tio Sam. 

 

Tempos de grandes discussões e ações políticas na América Latina de resistência à tentativa imperialista de Tio Sam.

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