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Assassinato de Marielle e Anderson completa 50 dias sem desfecho

noticia | 04/05/2018 | Milla Gentil

Mais de 200 juízes federais exigem solução para os crimes e Comissão Externa da Câmara avisa que pedirá federalização da investigação

Marielle Franco, mulher, negra, lésbica, vereadora eleita com mais de 46 mil votos e uma plataforma de defesa de direitos das populações marginalizadas, foi brutalmente assassinada no dia 14 de março. O ataque aconteceu na esquina da rua Joaquim Palhares com a João Paulo I, no centro do Rio.

De acordo com a Polícia Civil, o carro das vítimas foi seguido por cerca de 4 km antes do ataque. A vereadora do Psol foi atingida por três tiros na cabeça e um no pescoço; seu motorista, Anderson Gomes, levou três tiros nas costas. Também estava no carro a assessora de Marielle, que teve ferimentos leves. Quase dois meses depois, os assassinatos continuam sem solução. Veja a cronologia.

14/03: Marielle e Anderson são assassinados.

16/03: na cena do crime são encontradas munições calibre 9 mm do lote UZZ18, vendido pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) à Polícia Federal em Brasília em 2006 - o mesmo lote de balas usadas na maior chacina de São Paulo, que deixou 17 mortos em agosto de 2015 em Osasco e Barueri.

28/03: Justiça do Rio de Janeiro determina que Facebook tire do ar posts com “informações falsas de conteúdo criminoso” sobre Marielle.

29/03: secretário de Segurança Pública do Rio declara que investigações caminham na direção de um crime político.

05/04: três vereadores do Rio são convocados para depor na Delegacia de Homicídios da Capital (DH).

08/04: é assassinado Carlos Alexandre Pereira Maria, 37 anos, líder comunitário e colaborador do gabinete do vereador Marcello Siciliano (PHS). Ele havia sido ouvido como testemunha no caso Marielle.

24/04: o carro onde Marielle e Anderson estavam quando foram mortos foi encaminhado para uma segunda perícia, 41 dias após os assassinatos, no Instituto Carlos Éboli (RJ).

25/04: mais de 200 juízes federais exigem, em abaixo-assinado, investigação das mortes de Marielle e Anderson.

10/05: data agendada pela DH-Capital (Delegacia de Homicídios da Capital) para realizar a reconstituição dos assassinatos.

14/05: prazo final dado pelo coordenador da Comissão Externa da Câmara que acompanha as investigações, deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), para solução dos assassinatos. “Decorridos os 60 dias ou mais, a gente então vai se reunir para ver se toma providências de federalizar, de transferência de competência dessas investigações”, disse.

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