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Ministro Jungmann é o maior defensor do presidente repudiado pela população

artigo | 12/06/2018 | Mario Augusto Jakobskind

Incrível, o maior defensor do lesa-pátria Michel Temer é o Ministro da Segurança Púbica, Raul Jungmann, que considera as críticas ao presidente “injustiças”. É dessa forma que o também golpista Jungmann se apresenta diante da população, demonstrando que não se conforma com os resultados das pesquisas que apontam Temer como o presidente mais rejeitado da história da República.

Por mais que queira Jungmann, não dá mais para enganar os brasileiros e brasileiras. É notória a repulsa da opinião pública. A economia foi para o brejo e ninguém mais acredita que o governo marcado para finalizar em dezembro tem condições de reverter a situação caótica.

 Quando foi dado o golpe que resultou na ascensão do atual governo, um setor da opinião pública foi iludido com a cantilena de que o Brasil melhoraria e até entraria nos eixos. Passados mais de dois anos, a opinião pública tomou consciência de que a mentira prevaleceu. Mais uma vez, como já aconteceu em outros momentos, também foram feitas promessas semelhantes. O tempo demonstrou, como agora, que as promessas não passaram de farsas, como no período em que no país vigorava uma ditadura empresarial militar.

Naquela época, Jungmann militava nas hostes do PCB, que mais tarde veio a se tornar PPS, que por ironia manteve na sigla a denominação socialista, hoje sob a direção do ex-procurador em Pernambuco, Roberto Freire, que ainda deve uma explicação como conseguiu se tornar Procurador em plena ditadura empresarial militar, quando em concursos dessa natureza se exigia atestado ideológico.

Mas como nos dias de hoje não vão cobrar isso, até porque o PPS, que ganhou a adesão do senador Cristovam Buarque (DF), se transformou em uma sigla auxiliar dos golpistas de 2016, Roberto Freire se sente tranquilo. E tem miais, como a memória é curta, o tema em questão entrou no baú da história daquele tempo de fatos terríveis e poucos vão cobrar uma explicação.

O que se quer hoje é que as verdades do momento atual sejam conhecidas sem nenhum tipo de manobra, como aconteceu ao longo da história brasileira. O principal agora, diga-se de passagem, é evitar que fatos sejam escondidos da opinião pública com o objetivo de os golpistas de 2016 prosseguirem com o projeto executado por Temer e seus seguidores, tanto no Congresso, como por parte dos encastelados no governo, entre eles Raul Jungmann.

O momento agora, conforme indicam as pesquisas, é propício no sentido do conhecimento da verdade que foi renegada para a população. Mas mesmo assim, passados mais de dois anos, a opinião pública, leia-se setores da classe média, percebeu claramente que foi enganada pelos que se apossaram do governo chefiado por Michel Temer como o apoio, entre outros, do PSDB de Fernando Henrique Cardoso e outros como Pedro Parente, figura de total confiança de um projeto que tem por objetivo entregar de mão beijada o que ainda resta das riquezas nacionais para grupos internacionais. Não é á toa que Temer vibrou com a entrega do pré-sal para empresas internacionais do setor petrolífero, com o apoio do PPS de Roberto Freire e Raul Jungmann, entre outros.

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