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Resistência petista popular

artigo | 16/08/2018 | Cesar Fonseca

Lula deu certo, porque jogou na lata de lixo a rigidez neoliberal do Consenso de Washington.

Transformou dívida externa em dívida interna, mandando o FMI tomar banho na soda.

Criou espaço para administrar o país, sem a canga do endividamento em dólar, que produz, irremediavelmente, nas economias, cronicamente, dependentes de poupança externa, déficit de balanço de pagamento – soma de déficit comercial e déficit financeiro.

Escapou, dessa forma, do perigo de corrida cambial contra moeda nacional, nos momentos de tensão internacional.

Com dívida interna, expressão de dívida externa internalizada, o governo ganha fôlego relativo.

Passa a dever em moeda nacional, em real, ganhando margem de flexibilização cambial, diante dos tremores externos, quando surgem, como, agora, em que a Turquia provoca tremores internacionais.

Assim, o PT, endividando-se em real, tocou desenvolvimento com distribuição de renda, sem correr risco de colapso no balanço do pagamento, favorecido que, foi, também, pelas exportações durante boom global, até o crash de 2008.

Consequentemente, ganhou todas as eleições, de 2003 a 2014, sendo derrubado, apenas, por golpe parlamentar-jurídico-midiático em 2016, somatório das forças da elite antinacionalista com o capital financeiro internacional.

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