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Golpe Supremo conseguiu liberar prisão de Lula, mas a luta continua

noticia | 06/04/2018 | Da Redação

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou, na quarta-feira (4/4) o habeas corpus (HC) preventivo do ex-presidente Lula contra a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Lula foi condenado – mesmo sem apresentação de uma prova sequer – pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a 12 anos e um mês de prisão. “Temos instrumentos para impugnar a decisão do TRF4”, afirmou o advogado Cristiano Zanin, em entrevista coletiva nesta quinta (5), embora o juiz Sérgio Moro já tenha determinado que Lula se apresente para ser preso nesta sexta(6).

 

Antes de começar o julgamento, já eram conhecidos os posicionamentos de 10 dos 11 ministros do STF. Quem realmente decidiria o destino de Lula seria a ministra Rosa Weber, que acabou confirmando sua tradição de ser uma mulher fraca, levada pela pressão da Rede Globo e, mais recentemente, de setores do Exército. Seu longo e confuso voto só mostrou a contradição entre o que ela pensa e o que ela faz em conformidade com o sistema golpista.

 

Assim Rosa Weber justificou sua decisão: “sou a favor da garantia constitucional de que ninguém seja preso sem sentença transitada em julgado, mas como a maioria decidiu que é contra, voto contra, mesmo sendo aqui, o plenário, o lugar onde isso deve ser discutido”. Porém, a maioria não tinha decidido nada disso, tanto é que o voto dela empatou o julgamento que foi decidido pela presidente Cármen Lucia, o mais novo xodó da Globo. Enquanto isso, ninguém do PSDB é incomodado pelo Ministério Público, nem pelo Judiciário e nem pela Globo.

 

Em contraponto à investida golpista do Judiciário, o ministro Marco Aurélio Mello expôs a divisão do tribunal e atacou Cármen Lúcia. Com ironia, acusou a ministra de ser “toda poderosa” e não colocar em pauta as ADCs (Ações Declaratórias de Constitucionalidade) 43 e 44, das quais ele é relator. O julgamento dessas ações teria efeito ergma omnes (para todos), o que evitaria que o STF julgasse Lula separadamente e deixaria Rosa Weber sem desculpas para atender o golpe e autorizar a prisão de Lula. 

 

Mas, apesar de tudo, o ex-presidente segue na luta. “Não vou para nenhuma embaixada, não peço asilo político, não vou me esconder, não vou me matar. Eu vou brigar. A única coisa que me motiva é brigar, porque eu tenho uma única coisa para defender, que é minha inocência (...). Eu não tenho problema. O problema é que eu não tenho medo e não estou preocupado. (…) Toda história tem consequências. Uma prisão pode durar muito tempo, como a de Mandela, que durou 27 anos, ou pode durar muito pouco tempo, como a de Gandhi”, afirmou Lula. 

Na avaliação da presidente do PT-DF, deputada Érika Kokay, é preciso lutar para a volta da democracia e para não permitir que a ditadura se reinstale. “Tenho convicção de que o povo brasileiro vai reagir, resistir e construir os caminhos para que Lula possa voltar a ser presidente da República”.

 

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