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Brasília recebe estudo inédito de alimentação e nutrição infantil

noticia | 01/04/2019 | Da Redação

O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), pesquisa da UFRJ encomendada pelo Ministério da Saúde, chega à Brasília no dia 1º de abril. Essa é a segunda fase do inquérito, que, pela primeira vez no país, terá pesquisadores visitando 15 mil domicílios em 123 municípios para coletar informações detalhadas sobre hábitos alimentares, peso e altura de crianças de até cinco anos.

 

Também serão realizados exames de sangue nos participantes com mais de seis meses de vida e o mapeamento sanguíneo de 14 micronutrientes, como os minerais zinco e selênio, e vitaminas do complexo B, além de investigadas informações sobre amamentação, doação de leite humano, consumo de suplementos de vitaminas e minerais, habilidades culinárias, ambiente alimentar e condições sociais da família. O objetivo é obter dados inéditos sobre o crescimento e o desenvolvimento infantil para compor um retrato da nutrição infantil no Brasil que possa subsidiar a elaboração de políticas públicas na área de saúde e nutrição no futuro.

 

O coordenador nacional do Enani, o pesquisador Gilberto Kac, destaca que um inquérito tão completo como este trará informações inéditas sobre alimentação infantil e o perfil de deficiência de vitaminas e minerais das crianças brasileiras. "Os dados sobre estado nutricional antropométrico poderão ajudar a responder, por exemplo, se a desnutrição está realmente diminuindo como um problema epidemiológico. Por outro lado, o estudo deverá corroborar a acertada definição do Ministério da Saúde em indicar a prevenção da obesidade com prioridade em sua agenda", adianta o pesquisador.

 

Visitas domiciliares

 

Em Brasília serão 590 domicílios visitados. Além disso, a segunda fase do Enani vai visitar mais de 2.170 domicílios em 20 municípios de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, entre abril e maio.

 

O primeiro ciclo de visitas domiciliares do Enani, que começou em março, continua percorrendo casas no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia.  Até o fim do ano, todos os estados brasileiros receberão os pesquisadores de campo. A agenda dos próximos ciclos será divulgada posteriormente.

 

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