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Demissões nos Correios: governo quer o fim dos serviços postais públicos

noticia | 22/05/2018 | Carlos Eduardo Pini Leitão

Aproximam-se as eleições para o Congresso Nacional e muitos brasileiros não sabem em que deputado e senador votaram em 2014.

É esse Congresso, formado por uma maioria de homens brancos, diplomados, possuidores de muitos bens e que se dizem protetores da família e fiéis a Deus, que já mudou a Constituição várias vezes, para tirar direitos dos trabalhadores e entregar a definição sobre o futuro do país e de nossos filhos a empresas de países como Estados Unidos, Inglaterra, França, China etc.

Por isso devemos estar atentos quando este governo impopular fala na “crise dos Correios” e anuncia que decidiu fechar 513 agências em todo o território nacional e demitir 5.300 empregados, sob o pretexto de "melhorar a eficiência da empresa, segundo um projeto de remodelagem de canais de atendimento dos Correios”.

A Constituição (Art. 21, X) diz que compete à União manter o serviço postal e o correio aéreo nacional, e o STF já confirmou que não se trata de uma atividade econômica e não pode ser explorada por empresas privadas.

A empresa Correios é estratégica para execução das políticas públicas básicas para a cidadania, como a criação ou formalização de endereços, e nas muitas localidades onde é a única instituição que emite documentos como o CPF.

Na Educação, os Correios realizam anualmente a maior operação de entrega de livros didáticos do mundo, e a aplicação sincronizada dos exames nacionais, como o Enem, também depende da entrega e coleta em todos os locais de prova, simultaneamente. Em muitas cidades, a entrega de vacinas depende dos Correios.

O projeto neoliberal quer privatizar os Correios. Desde o último concurso público, ocorrido em 2011, a contratação está suspensa nos Correios, enquanto as demissões são incentivadas. A população vem sendo surpreendida com o fechamento repentino de agências postais e a implantação de um programa de entregas em dias alternados, em substituição à entrega diária.

Os deputados e senadores que você eleger é que vão decidir se o Brasil vai manter o serviço postal conforme está previsto na Constituição.

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