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Brasil está em tempo de definição política

artigo | 13/09/2018 | Mario Augusto Jakobskind

Neste dia 14 completam-se seis meses do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes e ainda não se conhece os autores e mandantes. As autoridades seguem afirmando, na verdade embromando, que as investigações prosseguem. E não foi cobrada a promessa do Ministro Raul Jungmann de que o crime estava para ser elucidado. E isso foi dito há mais de três meses.

Enquanto isso, a mídia comercial se ocupa, com grandes espaços, do estado de saúde do esfaqueado Jair Bolsonaro, cujo autor foi preso em flagrante e os correligionários do candidato extremista ocupam as redes sociais para com mentiras afirmar ligações do autor do esfaqueamento com o Partido dos Trabalhadores. Um dos mentirosos é o pastor Malafaia. E os extremistas seguidores do Bolsonaro aproveitam o embalo das mentiras para afirmar que o esfaqueador trabalhava na campanha de Dilma Rousseff para o Senado em Minas Gerais, onde ela lidera disparada as pesquisas.

Bate o desespero nas raias dos seguidores de Bolsonaro, da Globo e nos espaços do PSDB, MDB e do grupamento conhecido por centrão, que apoia o outro direitista chamado Geraldo Alckmin, cada vez mais desesperado com o resultado das pesquisas.

A campanha eleitoral segue e todo mundo aguarda o resultado de novas pesquisas. As mais recentes reveladas demonstram um quadro apontando a grande rejeição do “coitadinho”, mesmo esfaqueado e apesar de ocupar grandes espaços midiáticos.

As mulheres, agora em um total de mais de um milhão, se unem contra o “coitadinho”, que já se pronunciou em várias oportunidades demonstrando preconceito contra elas. Fazem muito bem, pois seria um contrassenso ficar em silêncio.

Nas próximas três semanas o Brasil irá decidir quem irá para o segundo turno presidencial e quem integrará o Congresso, as assembleias estaduais e os governos dos Estados. Enquanto isso, os mais diversos institutos de pesquisas seguirão divulgando seus números.

É preciso que os eleitores e eleitoras levem em conta o que acontece no Brasil, sobretudo nos últimos dois anos. Estará também em julgamento o tal projeto “ponte para o futuro”, que candidatos como Geraldo Alckmin tentam enganar como se não tivessem nada que ver com o projeto, em um exercício de enganação já desmoralizado. E ao mesmo tempo defende enfaticamente a (contra) reforma trabalhista e também a aprovação da reforma previdenciária, sempre com base em mentiras.

Henrique Meirelles, Alckmin, Álvaro Dias e João Amoedo, o representante do velho partido que se apresenta como Novo, por mais que queiram esconder sempre deram o apoio ao projeto que infelicita a população brasileira.

Por estas e outras que podem surgir nas próximas semanas, a hora é de definição, ou seja, quem quer um Brasil diferente do atual ou os que almejam a continuidade desgraça, com a diferença da troca de comando, até porque, o atual lesa-pátria Michel Temer está totalmente desmoralizado e em fim de linha.

Já se pergunta o que acontecerá com Temer a partir de 1 de janeiro de 2019? Será submetido a julgamento pela série de denúncias de corrupção? É também necessário afirmar que só ficará impune se conseguir eleger candidatos como Meirelles, Alckmin, Bolsonaro, Amoedo, Dias, o que seria a continuidade do pesadelo atual, por mais que queiram se apresentar como se nada tivessem com o governo Temer. O atual presidente espera conseguir algum posto no exterior ou a cumplicidade da justiça. Como ele integra o MDB, pode até contar com o respaldo da justiça. Isso, claro, com a cumplicidade da mídia comercial.

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