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Golpistas pretendem desafiar as lideranças populares na primeira quinzena de dezembro

noticia | | Dorgil Silva

Com a reforma ministerial, na forma anunciada nesta terça (14/11/17) pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), o governo Temer mudaria os titulares de mais da metade dos 28 ministérios. O articulador do governo no Congresso bradou também que o PMDB poderá lançar candidato à presidência da República.

Trata-se de uma tentativa de oxigenação do Governo Temer e do próprio PMDB a partir de outra tentativa, a de consolidação de uma maioria ampla no Congresso, já que a base parlamentar que promoveu o “impeachment” está abalada por duas razões.

A primeira são as denúncias de crimes que teriam sido cometidos pelo presidente da República já no mandato presidencial. A segunda é a projeção do efeito eleitoral em 2018 da ampla rejeição ao programa de medidas governamentais.

Entre as medidas impopulares, destaca-se a reforma da Previdência, mal vista pelos técnicos da área, por aproximadamente 90% dos brasileiros e por quase 100% dos que precisam de aposentadoria para uma vida digna após dezenas de anos de trabalho. Estes percebem que chegarão à idade avançada sem verem respeitados os direitos previdenciários. 

Outras medidas, como as privatizações, cujo efeito não é imediato nem é visível rapidamente, também já contam com uma oposição significativa.

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