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Assassinatos no campo batem recorde: é o maior número desde 2003

noticia | 06/05/2018 | Milla Gentil

Violência contra povos rurais cresceu bruscamente desde 2015, denunciou CPT; foram 70 homicídios e quatro massacres

A população rural, que historicamente luta por um pedaço de terra para produzir e viver num dos países que possui a maior concentração latifundiária do planeta, é também a mais massacrada nesses tempos de aumento do poderio das forças conservadoras sob a chancela golpista.

O relatório mais recente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) constatou que, em 2017, os assassinatos de trabalhadores rurais sem-terra, indígenas, quilombolas, posseiros, pescadores e assentados, entre outros povos campesinos, foi o maior número desde 2003.

O aumento brusco de assassinatos no campo, informou a CPT, ocorreu exatamente a partir de 2015 - ano em que o PSDB, inconformado com a derrota eleitoral, transtornou o país, sob patrocínio da Fiesp e adesão imediata da mídia, culminando com o golpe sobre o mandato de Dilma em uma sessão circense protagonizada pelo Congresso e tendo o STF como coadjuvante.

Foram 70 os camponeses brasileiros violentamente mortos em 2017, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Parte dos assassinatos ocorreu em quatro massacres na Bahia, Mato Grosso, Pará e Rondônia. O Ministério Público Federal (MPF), tão empenhado em criar provas contra integrantes da esquerda, simplesmente ignora o suplício dessa população.

“A impunidade ainda é um dos pilares mantenedores da violência no campo”, aponta a CPT. De acordo com os dados da entidade, 1.904 pessoas foram assassinadas em 1.438 casos de conflito no campo entre 1985 e 2017, mas apenas 8% (113) resultaram em julgamento pelo Judiciário.

 

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