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Temer usa dinheiro público para se salvar

editorial | 04/08/2017 | Editoria

As recentes pesquisas de opinião mostram que, cada vez mais, a sociedaderejeita Michel Temer. O Ibope mostrou, no fim de julho, que o presidente golpista tem apenas 5% de aprovação. Se assim é, o que ainda o sustenta no posto de presidente? Simples, ele comprou o Congresso Nacional, que é a única instância que pode, de fato, derrubá-lo. Não foi à toa que a votação teve 263 votos de deputados a favor de Temer, mais que suficiente para arquivar o processo.

 

Qual o preço que nós, mesmo não querendo, estamos pagando a Temer para ele comprar o Congresso? Entre outras propinas, Temer está oferecendo:perdão de dívida para grandes empresas, liberação de emendas de parlamentares e entrega de concessões de emissoras de rádio pelo interior do país. Apesar disso, a cada dia, deputados abandonam o barco do Temer. 

 

Segundo denúncia do deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE), os deputados do governo são profissionais da corrupção. Em discurso no plenário da Câmara, Costa disse que ouviu dos deputados governistas: “vocês perderam a votação do impeachment porque são amadores e nós somos profissionais". Para o deputado, os governistas são "profissionais da má-política, do fisiologismo, do patrimonialismo e da corrupção.

 

Passada essa demonstração de como se garante apoio para jogar crimes para baixo do tapete, Temer pode enfrentar outra denúncia do procurador Rodrigo Janot. Caso isso ocorra, com quantos votos contará o golpista para arquivar nova denúncia? Além disso, como fica o encaminhamento de novas reformas antipopulares, no período pré-eleitoral?

 

Por tudo isso, os movimentos sociais, partidos de esquerda e entidades progressistas não têm outro caminho senão continuar fazendo manifestações nas ruas, no Congresso, nos bairros e nas empresas, pelas Diretas Já.

 

Esse é o único caminho eficaz que permitirá colocar o povo no meio do processo decisório, para que diga qual caminho devemos seguir, com que instrumentos e com que velocidade.

 

O que não pode ser aceito de jeito nenhum é um novo golpe para colocar o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) como presidente da República, sem eleição direta. Isso só serviria para continuar os estragos de Temer. 

 

O povo precisa decidir no voto.

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