economia

Privatizações: assalto ao patrimônio nacional empobrece o povo

noticia | 25/01/2018 | Cesar Fonseca

As privatizações do governo golpista visam destruir o nacionalismo econômico que ainda resta no Brasil inaugurado com Getúlio Vargas e fortalecido com Lula e Dilma, com criação das estatais Petrobras, Eletrobras, Siderbras, BNDES, bem como as leis trabalhistas e previdenciárias. Elas são estruturadoras do desenvolvimento nacional, na medida em que planejam e organizam os setores produtivos para executar tal tarefa.

 

Ou seja, o capitalismo brasileiro tem sua base na montagem das estatais, que serviram e ainda servem para dinamizar a produção, o consumo, a renda, os empregos, a arrecadação tributária e os investimentos em infraestrutura. A privatização das subsidiárias da Petrobras e da Eletrobrás, está na fila para ser vendida a preço de banana, desmonta a estratégia desenvolvimentista nacionalista.

 

O mais recente episódio do desmonte estatal é o da Caixa Econômica, que opera, com recursos do FGTS, programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida, garantindo ao povo acesso à casa própria. O governo ilegítimo Temer, simplesmente, está sucateando esse importantíssimo banco estatal popular, para vendê-lo/doa-lo aos bancos particulares. Serve-se dele, com comparsas na sua direção, para desviar recursos, de modo a comprar votos, no Congresso, a fim de tentar passar a antirreforma da Previdência.

 

A ordem é acabar com o Sistema de Seguridade Social, composto pela previdência e assistência social, constituindo-se num dos mais importantes programas de distribuição de renda do mundo, organizados pela Constituição de 1988. É, portanto, mais uma privatização, cujos prejudicados será maioria da população, repetindo o que já ocorre como resultado da antirreforma trabalhista.

 

Os trabalhadores, violados os princípios da CLT, saíram prejudicados com a prevalência do negociado sobre o legislado nas relações entre capital e trabalho. Ou seja, rasgaram os direitos dos trabalhadores contidos na Constituição de 1988.

 

As privatizações das estatais, da previdência e da CLT desmontam o Estado nacional, que, com elas, regulava o processo econômico, favorecendo interesses das camadas sociais mais pobres, que jamais conseguiriam acesso à casa própria, se dependesse da oferta de crédito por parte de banco privado, cujo objetivo é um só: aumentar, mais e mais, seus lucros.

 

As vantagens oferecidas pelo governo aos mais pobres para comprar sua moradia jamais serão ofertadas pelo setor privado, que não tem por objetivo fazer política social. O congelamento dos gastos públicos do governo, por vinte anos, imposto ao Congresso, comprado pelo dinheiro dos banqueiros, é a pá de cal na estratégia de desenvolvimento com mais justiça social que fora desenvolvida nos governos Lula e Dilma, de 2003 a 2014.

 

Os golpistas, que derrubaram Dilma e puseram no poder uma quadrilha de ladrões, visaram, justamente, isso, acabar com as estatais. Trata-se de impedir que o dinheiro da exploração dos poços de petróleo, na área do pré-sal, pela Petrobrás, seja destinado à educação, como estava programado.

 

Agora, os poços do pré-sal estão sendo resgatados por petroleiras internacionais, que obtém, ainda, vantagens fiscais, para importar equipamentos, a fim de que elas possam explorar a extração do ouro negro, não em favor da população, mas para enriquecer e ampliar o lucro privado.

 

As privatizações, portanto, visam, tão somente, pagar as dívidas do governo, eliminando, no orçamento da União, as despesas sociais, as que, ao serem realizadas, geram emprego, renda, consumo, arrecadação e investimentos em infraestrutura, ou seja, construção do desenvolvimento nacional, sem o qual é impossível assegurar a soberania do País.

 

 

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