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Intelectuais de todo o planeta afirmam que Lula é preso político

noticia | 01/06/2018 | Milla Gentil

Em petição, eles expõem natureza arbitrária do processo conduzido por Sérgio Moro e pedem imediata libertação do ex-presidente

“Lula da Silva é um prisioneiro político. Lula Livre!” é o título do manifesto em que trezentos acadêmicos e intelectuais das maiores universidades do mundo - a maioria nos Estados Unidos e Europa -, denunciam a detenção do ex-presidente e atual candidato à presidência Luís Inácio Lula da Silva. 

A petição, assinada e lançada no último final de semana de maio, expõe em detalhes a natureza arbitrária do processo conduzido pelo juiz Sérgio Moro, repisando o fato que Lula nada mais é que um preso político. O documento declara que a comunidade internacional deve tratá-lo como tal, e demanda sua imediata libertação.

“Os abusos do poder judiciário contra Lula da Silva configuram uma perseguição política mal disfarçada sob manto legal. Lula da Silva é um preso político. Sua detenção mancha a democracia brasileira. Os defensores da democracia e da justiça social no Oriente e no Ocidente, no Norte e no Sul do globo, devem se unir a um movimento mundial para exigir a libertação de Lula da Silva”, escreveram os intelectuais.

Juristas de prestígio mundial como Karl Klare, Friedrich Müller, António José Avelãs Nunes e Jonathan Simon estão entre os signatários. Respeitados pesquisadores do poder e da perseguição judicial (Lawfare) como John Comaroff, Eve Darian-Smith, Tamar Herzog e Elizabeth Mertz também são apoiadores.

A eles se juntaram intelectuais do calibre de Tariq Ali, Robert Brenner, Wendy Brown, Noam Chomsky, Angela Davis, Axel Honneth, Fredric R. Jameson, Leonar do Padura, Carole Pateman, Thomas Piketty, Boaventura de Sousa Santos e Slavoj Žižek. Sociólogos, pesquisadores e economistas de diversos países também integram a lista de assinantes.

O manifesto é organizado por Erika Robb Larkins, James N. Green, Peter Evans, Rebecca Tarlau e Stanley Gacek; foi traduzido para diversos idiomas e está aberto para apoio acadêmico adicional no site https://chn.ge/2kpoxzi.

 

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