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Bolsonaro destrói salário mínimo e condena aposentado à miséria

noticia | 01/02/2019 | Cesar Fonseca

Uma desgraça se anuncia para aporrinhar a vida da população, especialmente a mais pobre: o governo Bolsonaro prepara um arrocho nas regras do salário mínimo e da Previdência Social. De cara ele já cortou 8 reais do mínimo deste ano (passou de R$1006 para R$998), mas coisa pior vem por aí.

 

O salário mínimo deixará de ser reajustado pela inflação e crescimento do PIB, como no tempo de Lula, quando era visto como renda que se multiplica e gera desenvolvimento. Já para Bolsonaro, salário é meramente custo de produção. E como a prioridade é diminuir custo para reduzir inflação, cortar salário é – para o governo dos generais – atacar a inflação.

 

Mas sem a correção do salário mínimo pela inflação, todas as demais despesas da União passam a ser corrigidas pela nova regra: o livre mercado. A lei é substituída pela negociação capital e trabalho. Então o empresário – mais forte – “negocia” com o trabalhador mais fraco e impõe as condições que ele quiser.

 

Assim, os gastos do orçamento em saúde, educação, segurança e infraestrutura também serão corrigidos bem abaixo da inflação. Com isso, haverá menos renda disponível para o consumo, aprofundando a recessão, o desemprego e a queda da produção, da arrecadação e dos investimentos.

 

Haverá menor recolhimento dos assalariados e dos empresários para a Previdência Social, além da ampliação do tempo de contribuição para os candidatos à aposentadoria. Os trabalhadores, sem renda, não conseguirão contribuir para a aposentadoria e ingressarão na fila para envelhecer sem a possibilidade de ter vida digna.

 

A lógica do salário mínimo estabelecido pelo mercado – sem garantias trabalhistas – somada ao modelo de desenvolvimento econômico subdesenvolvido exportador de matérias primas e importador de produtos industrializados – incapazes de gerar empregos de qualidade – é certeza de que as aposentadorias futuras serão cada vez mais raras e com menor valor.

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