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Terceirizados na limpeza de escolas e hospitais públicos do DF entram em greve

noticia | 10/02/2018 | Da Redação

Com novo atraso no pagamento dos salários e tíquete alimentação – deveriam ter sido pagos no dia 06/02, 5º dia útil do mês, mais de três mil empregados das empresas Ipanema, Dinâmica e Apecê na limpeza e conservação dos principais hospitais, postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), no Distrito Federal (DF), vão entrar em greve a partir desta segunda-feira de carnaval (12/02).

 

A informação é do Sindiserviços-DF, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados no DF, que também destaca a revolta de cerca de três mil empregados da Empresa Juiz de Fora, na limpeza e conservação das escolas públicas, que juntamente com novecentas merendeiras da Empresa G & E, ainda não receberam o vencimento do mês (salário e tíquete alimentação) e aguardam há mais de 50 dias serem ressarcidos com o pagamento do 13º salário, devido desde 18 de dezembro do ano passado.

 

Em protesto, os trabalhadores nas escolas estão se organizando para entrar em greve a partir do dia 15 de fevereiro, início do ano letivo.

 

Mais greve e falta de solução

 

Também já está programada a paralisação na quarta-feira de cinzas (14/02), a partir das 14 horas, de cerca de quarenta trabalhadores terceirizados na limpeza da Emater - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF.

 

Eles são empregados da Empresa Cidade Serviços e que ainda não quitou o pagamento do salário e tíquete alimentação deste mês, o que deveria ter sido pago no último dia 6.

 

A direção do sindicato destaca que fez todos os esforços e cobranças necessárias para tentar solucionar o prejuízo da categoria.

 

Mas, infelizmente, explicam, nem os patrões e muito menos o Governo do Distrito Federal (GDF) assumem suas culpas e responsabilidades, arruinando com a vida financeira de milhares de pais e mães da família, devido a constantes atrasos de salários e de benefícios.

 

O Sindiserviços-DF informa que já encaminhou comunicado de greve para todos as empresas e órgãos do GDF, conforme determina a Lei, e denunciou os envolvidos na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/DF) e no Ministério Público do Trabalho (MPT). 

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