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Exército quer política nacionalista para defender-se de abutres internacionais

noticia | 13/02/2018 | Cesar Fonseca

O comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Boas, não está nada satisfeito com os rumos da política econômica neoliberal tocada pelo governo ilegítimo de Michel Temer, cuja prioridade é vender barato o patrimônio brasileiro, desnacionalizando e privatizando suas riquezas, enquanto vai destruindo conquistas sociais e econômicas inscritas na Constituição cidadã de 1988.

 

A pregação nacionalista do general Villas Boas se baseia nos pressupostos do Programa Nacional de Defesa (PND) e da Estratégia de Defesa Nacional (EDN), aprovados, no Congresso Nacional, em 2005 e 2007, durante o governo Lula. O nacionalismo econômico é fundamental, segundo o general, porque se sintoniza com o novo conceito de segurança nacional que prioriza investimentos em saúde, educação, emprego, renda, desenvolvimento científico e tecnológico, cibernética e equilíbrio ambiental.

 

Essas metas evidentemente são incompatíveis com a estratégia neoliberal de Temer, que congela gastos públicos nos setores sociais. Afetam diretamente as metas que o general julga essenciais serem alcançadas, de modo a preservar a segurança e a soberania nacional.

 

O setor industrial de defesa cria cadeia produtiva que desenvolve a economia como um todo, atendendo as demandas sociais e econômicas em seu conjunto, promovendo desenvolvimento com melhor distribuição da renda nacional. Sobretudo, para o general, é fundamental preservar a Amazônia por meio da criação de um Ministério da Amazônia.

 

Levantamentos econômicos e financeiros disponíveis, diz o general, dão conta de que os ativos na região amazônica valem cerca de 23 trilhões de dólares. Não há hoje nenhuma estratégia política para a Amazônia, alvo de cobiça internacional.

 

O modelo neoliberal tocado pelo governo ilegítimo certamente não está interessado nas palavras do general nacionalista, cujos objetivos que visa alcançar são opostos à orientação entreguista de um governo antinacional, descompromissado com os interesses maiores do povo brasileiro.

 

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