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Ataque aos servidores públicos federais voltam como farsa histórica

noticia | 07/12/2017 | Dorgil Silva

No final da década de l980, estava no auge a construção do ideário neoliberal em plano internacional, consubstanciado no chamado Consenso de Washington (EUA) e com a liderança de Margareth Tatcher e Ronald Reagan, cujo primeiro teste foi no Chile de Pinochet.

Naquela época, a mídia brasileira abraçou a ideia do Estado Mínimo, pilar daquela ideologia, e passou a investir pesadamente em matérias longas, frequentes, nas quais buscava fatos, destacados de seus contextos, para tentar desmoralizar os servidores públicos e diminuir a importância dos serviços estatais em todas as esferas.

Em 1989, Collor abraçou o consenso, que em 1990 se tornou o receituário do Fundo Monetário Internacional para a América Latina. Fernando Henrique, eleito em 1994, namorou diversos pontos da ideia consagrada pelo Banco Mundial, FMI e Departamento do Tesouro dos EUA.

Os resultados conhecemos: ambos os presidentes brasileiros foram questionados pela ampla maioria da população, que elegeu, de 2002 a 2014, governos contrários ao ideário que adotaram em menor ou maior grau, fenômeno que aconteceu em praticamente toda a América Latina, que varreu eleitoralmente o consenso de Whashington, elaborado de costas para a realidade, longe do sangue que corre sofrido nas “veias abertas” ou fechadas da América Latina.

A retomada, com Temer, do neoliberalismo, e o consequente ataque aos serviços e servidores públicos, não é apoiada na via democrática, eleitoral. É apenas uma farsa, de tal modo exagerada que o economista inspirador do consenso de Washington, o inglês John Williamson, a abominaria, por querer retirar do Estado a função de prover bem-estar social e distribuição de renda, ideia nunca plenamente defendida por ele. Certamente, a execução programática do governo Temer não serve nem “para inglês ver”.

 

 

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