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Verdades da Globo que são mentiras e não são corrigidas

artigo | 17/06/2018 | Mario Augusto Jakobskind

Pouco antes da estreia da seleção brasileira contra a Suíça, a TV Globo deu o ar de sua graça ao divulgar que Vladimir Putin foi o responsável pela detenção de um torcedor colombiano que portava cartaz condenando a perseguição a homossexuais. Pouco tempo depois uma iraniana também foi detida por protestar que em seu país as mulheres não podem assistir partidas de futebol.

Só que a TV Globo manipulou a informação e não divulgou que pelo regulamento da FIFA estavam proibidas manifestações políticas em Moscou durante a Copa do Mundo. Portanto, a detenção do colombiano e da iraniana não ocorreu por ordem de Putin como divulgou a Globo, que desde antes do início da Copa já fazia proselitismo político contra o dirigente russo.

Na verdade, trata-se de mais uma ação da emissora da família Marinho que segue orientação política e com isso divulga informação incorreta e não corrige o erro, Por estas e outras, brasileiros e brasileiras que se orientam pela Globo para se informar estão sujeitos a receberem informações totalmente furadas.

O mesmo que aconteceu em Moscou acontece com demais fatos nacionais em que a família Marinho tem opinião formada. Por isso, muitas informações divulgadas de forma mentirosa não foram corrigidas e os seguidores dos noticiários globais passam adiante informações deturpadas que servem mais a interesses políticos conservadores do que outra coisa.

Daí que se torna cada vez mais clara a necessidade de democratizar a informação e impedir que algumas poucas famílias continuem controlando os veículos de comunicação. Uma pergunta que deve ser feita sempre: em quais países do mundo poucas famílias têm esse controle midiático causador de tanta desinformação?

 É necessário, aí sim, que os pré-candidatos presidenciais se posicionem de uma vez por todas e reforcem a verdadeira liberdade de imprensa e tomem conhecimento da diferença dessa prerrogativa para com a liberdade de empresa, que satisfaz apenas poucas famílias que controlam a mídia comercial.

Trata-se, na verdade, de uma luta de todos os que querem um país informado e livre das amarras das poucas famílias que seguem há tempo controlando a informação no Brasil. Cabe então uma pergunta a ser feita à presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), ou seja, o que ela acha da colocação aqui exposta?

Conforme a sua reposta ficará mais claro o seu posicionamento, muito divulgado pela mídia comercial, segundo o qual, é necessário defender a liberdade de imprensa. É claro que é necessária tal defesa, mas para esse posicionamento ficar mais claro é imprescindível se separar o joio do trigo, porque se não for feito isso, a defesa vira uma letra morta e na prática favorece a um tipo de liberdade que serve apenas às poucas famílias que controlam os veículos de comunicação no Brasil.

Em suma, liberdade de imprensa sim, mas sem que isso favoreça a liberdade de empresa, que na prática demonstra que erros como acontecidos no caso das prisões em Moscou se transformem em verdades absolutas, já que não são corrigidas a tempo para melhor informar aos brasileiros e brasileiras.

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