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Centrais aprovam estado de greve e mobilização nacional no dia 13

noticia | 11/12/2017 | Da Redação

Após reunião realizada na sexta-feira (8/12), as centrais sindicais definiram o dia 13 de dezembro como Dia Nacional de Mobilização contra a reforma da Previdência de Michel Temer. "Estamos em estado de greve. No dia em que a Câmara dos Deputados colocar a proposta em votação vamos parar o Brasil. Se botar pra votar, o Brasil vai parar, afirma o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas".

A orientação é manter os trabalhadores mobilizados em assembleias, panfletagens e pressionando os deputados a rejeitarem a proposta de reforma. As centrais contestam a propagando oficial de que a reforma combate privilégios. "Vai tirar direitos, dificultar acesso e achatar o valor das aposentadorias". 


Leia abaixo a nota das centrais sindicais


Centrais Sindicais: Se colocar para votar, o Brasil vai parar   As centrais sindicais repudiam e denunciam como mentirosa e contrária aos interesses do povo brasileiro a campanha que o governo Michel Temer vem promovendo para aprovar a contrarreforma da Previdência.


A Proposta enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional não tem o objetivo de combater privilégios, como sugere a propaganda oficial. Vai retirar direitos, dificultar o acesso e achatar o valor das aposentadorias e pensões dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil, bem como abrir caminho para a privatização do sistema previdenciário, o que contempla interesses alheios aos do nosso povo e atende sobretudo aos banqueiros.


Quem de fato goza de privilégios neste País são os banqueiros e os grandes capitalistas, que devem mais de 1 trilhão de reais ao INSS, não pagam e, pior, não são punidos. 


Os atuais ocupantes do Palácio do Planalto servem a essas classes dominantes. Tanto isto é verdade que o governo já havia desistido de aprovar a sua contrarreforma neste ano. Voltou atrás por pressão do chamado “mercado”, ou seja, do empresariado e seus porta-vozes na mídia.


A fixação da idade mínima para aposentadoria aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, assim como outras alterações nas regras da Previdência pública, vai prejudicar milhões de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.


A contrarreforma do governo é inaceitável para a classe trabalhadora e as centrais sindicais e tem custado caro aos cofres públicos. Por isto é rejeitada pela maioria dos brasileiros e brasileiras.


É falsa a ideia de que existe déficit da Previdência. Para melhorar as contas públicas é preciso cobrar mais impostos dos ricos, fazer com que os empresários paguem o que devem à Previdência, taxar as grandes fortunas, os dividendos e as remessas de lucros ao exterior.


A centrais reafirmam a posição unitária da classe trabalhadora e de todo movimento sindical contra a proposta do governo e convocam os sindicatos e o povo à mobilização total para derrotá-la. 


Calendário de Luta e Mobilização


● Plenária do setor dos transportes segunda feira 11/12 às 15h na sede do sindicato dos condutores de São Paulo para organizar a paralisação quando/se for votada a reforma;

● Pressão sobre os deputados em atividades públicas, aeroportos e no congresso nacional;

● Realização de plenárias, assembleia e reuniões com sindicatos para construir o calendário de luta;


● Dia Nacional de Luta 13/12 contra a reforma da previdência;


● Próxima reunião das centrais dia 14/12;


● Elaborar panfleto e organizar panfletagem esclarecer sobre os riscos da reforma da previdência e disputar a narrativa com a grande imprensa;


● Fazer campanha nas redes sociais contra a reforma da previdência;


● Contruir mobilizações e atos com o movimento social em conjunto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

 

 

Adilson Araujo,
presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil 

Antonio Neto,
presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros 

Paulo Pereira da Silva,
presidente da Força Sindical 

José Calixto Ramos,
presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores 

Ricardo Patah,
presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores

Vagner Freitas,
presidente da CUT – Central Única dos Trabalhares

Carlos Prates,
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular

Edson Carneiro Indio,
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora 

Ubiraci Dantas de Oliveira,
presidente da CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Br

Nilton Paixão
presidente da Pública Central dos Servidores

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