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Arte eletrônica ganha destaque no CCBB, em Brasília

noticia | | Da Redação

Mostra do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica), maior evento de arte e tecnologia da América Latina, chega a Brasília, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Entre 12 de outubro e 11 de dezembro, o público poderá experimentar formas inusitadas de interagir com a arte eletrônica, que promove uma ruptura na forma tradicional de apreciação das obras. Agora é possível tocar, pular, balançar, imergir, jogar e brincar com a instalação.

Ser embalado a vácuo, mudar de cabeça e balançar em um mundo real e virtual ao mesmo tempo são algumas das experiências que aguardam os visitantes na exposição Disruptiva, que acontece no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, entre 12 de outubro e 11 de dezembro deste ano.

A edição do FILE, montada especialmente para a capital federal, reúne formas inovadoras de expressão. Suas obras serão agrupadas em quatro eixos – ou aspectos – que representam um conjunto de novos comportamentos: corpo vivencial, corpo cinético, corpo virtual e corpo lúdico.

No Pavilhão de Vidro do CCBB, por exemplo, Corpo Vivencial apresenta seis trabalhos que propõem novas sensações e percepções. Dois deles vão, literalmente, transportar o visitante para dentro da arte. Shrink, de Lawrence Malstaf, embala a plateia a vácuo entre duas folhas de plástico transparente e deixa-a verticalmente suspensa. Physical Mind, de Teun Vonk, deita os participantes entre dois objetos infláveis, que os ergue do chão e os espreme suavemente.

Na Galeria 2, Copo Cinético traz cinco obras que abordam a relação entre movimento real e movimento digital; movimento físico e movimento sonoro; movimento físico e movimento lúdico. Em Swing, de Christin Marczinzik e Thi Binh Minh Nguyen, por sua vez, o público se senta em um balanço usando óculos 3D que interagem com a intensidade do balançar, sendo levado em um voo por um mundo de maravilhas.

Na Galeria 1, Corpo Virtual é composto por nove instalações que sugerem a interatividade; a imersão digital; selfies; a emoção real e virtual. Em Little Boxes, de Bego Santiago, é a plateia que vai movimentar a obra: pessoas minúsculas projetadas em caixas de madeira ficam apavoradas com a presença dos visitantes que entram na sala: gritam, fogem e se escondem. E em To Reverse Yourself, de Bohyun Yoon, um espelho autônomo cria uma imagem híbrida de dois espectadores, combinando o corpo de um com o rosto de outro – e vice-versa. 

No subsolo, Corpo Lúdico abre a possibilidade do jogo, da imersão, da conexão e da ludicidade, com um dos destaques neste setor: Dear Angelica, de Oculus Story Studio, um filme de realidade virtual, ilustrado à mão, que leva o público a navegar entre desenhos gigantescos, em uma narrativa espetacular cheia de memórias de uma adolescente.  

Desde sua primeira edição (em 2000), o FILE tem apresentado exposições coletivas, com o propósito de mostrar a diversidade de expressões da arte eletrônica e fornecer uma visão abrangente da produção de cada período em diferentes países. Em sua 18ª edição, o Festival passou por São Paulo e estreia em Brasília por meio de uma parceria inédita com o Centro Cultural Banco do Brasil, que também levará a exibição para o CCBB de Belo Horizonte e o CCBB do Rio de Janeiro.

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