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Presidente do TRF-4 bate o martelo favorável a uma parte contra Lula

artigo | 09/07/2018 | Mario Augusto Jakobskind

Se alguém ainda tinha dúvidas sobre o papel de uma parte da Justiça brasileira nos tempos atuais, o que aconteceu com a revogação imediata da decisão proferida pelo Desembargador Rogério Favreto mandando soltar o preso político Luis Inácio Lula da Silva, deixa tudo perfeitamente claro.

 

O desembargador João Paulo Gebran Neto, relator do caso de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que se encontra de férias, decidiu, a pedido do juiz Sergio Moro, revogar o que havia sido decidido por Favreto, que não se dobrou e ordenou o imediato cumprimento da decisão por ele proferida, mas não foi acatado. 

 

Depois de muitas idas e vindas, o presidente do TRF-4, Thompson Flores decidiu manter Lula preso.

 

Trocando em miúdos, a parte da Justiça brasileira simplesmente está mostrando a sua verdadeira face golpista. Afinal de contas, para Moro, para Gebran Neto e alguns políticos, como, por exemplo, Álvaro Dias, que veio a público se somar às críticas baixo nível ao desembargador Favreto,

 

Lula livre e podendo se locomover por todo o país, é perigoso. Claro, perigoso para os que temem a popularidade do ex-presidente, segundo indicam as pesquisas, e a possibilidade dele se tornar novamente Presidente da República ou apoiar algum candidato, caso seja mantida o impedimento de sua candidatura.

 

Para deixar o episódio ainda mais claro, uma parte da Justiça quer de todas as formas impedir que Lula siga em frente colocando suas posições políticas para serem julgadas pelo povo brasileiro. Quer dizer, os golpistas de 2016 não querem que o povo defina de uma vez por todas o destino de um político e por isso se valem de figuras como Moro, Gebran Neto e em seguida Thompson Flores para impor suas decisões.

 

A Justiça portanto se definiu contra a decisão do desembargador Favreto, que tem poder para tomar decisões, que não foram respeitadas. 

 

Vale também mencionar a cobertura midiática, destacando-se a Globonews e a Bandnews, que só colocaram no ar figuras jurídicas contrárias ao posicionamento de Favreto e sem ouvir a opinião dos que o apoiam.

 

As condutoras dos noticiários das duas emissoras a cabo cumpriam pauta destinada visivelmente a contrariar a decisão de Favreto. E assim, quem sintoniza a duas emissoras, sem espírito crítico, foi induzido a aceitar a opinião de “especialistas” com opiniões formadas contra uma decisão judicial considerada por muitos analistas jurídicos como fora de propósito.

 

Nesse sentido, foi também decidido o que vale na mídia comercial, o pensamento único e a rotina em favor do golpismo.

 

Esperava-se desta vez, para o bem do próprio Brasil, que fosse cumprida uma decisão judicial expedida por alguém que tem poderes para proferir o que proferiu, ou seja, a libertação imediata de um preso político.

 

O segmento Juízes pela Democracia que pediu a prisão do juiz Sérgio Moro, por considerar que ele agiu ilegalmente, ferindo o Código Penal, no caso da decisão do desembargador Favreto, não teve espaço para expor seu posicionamento. Ou seja, os telespectadores mais uma vez foram privados de informações que não aquelas defendidas rotineiramente pelas duas emissoras.

 

Em suma, prevaleceu o de sempre, sem se dar espaço ao outro lado. E ainda por cima os dois canais se consideram imparciais.

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