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Luciano Huck e o cheiro da maracutaia

artigo | | Maria Luiza Franco Busse

Não se engane leitora e leitor com aquele ar de bom moço do Luciano Huck, igual ao do Aécio Neves, amigo que ele apoiou e para quem fez campanha. Nada de mais ser amigo, o que interessa é saber que o Huck defende e acredita no projeto político que o Aécio representa.

Não se engane também quando o Huck diz que podem contar com ele “para tentar melhorar essa bagunça geral aqui”, como declarou num programa de domingo da emissora em que trabalha.  Só não disse que foi um dos criadores da bagunça, apoiando o golpe que jogou o Brasil e os trabalhadores na lama, na rua da amargura. Golpe dos ricos que gostam só de fazer caridade mas detestam a possibilidade do povo melhorar de vida e ser um cidadão que não precisa mais vender seu trabalho por um prato de comida.

Alguma vez se viu o Huck criticando o fim da legislação trabalhista que amparava o trabalhador? Alguma vez se ouviu o Huck defendendo a PEC das domésticas que retirou a trabalhadora da servidão? Alguma vez se teve notícia do Huck defendendo o aumento do poder de compra do trabalhador? Alguma vez se viu e ouviu o Huck contra a entrega das nossas riquezas, como o pré-sal, para as empresas estrangeiras? Não. Não viram nem ouviram porque o Huck só gosta das pessoas para fazer caridade midiática, o que é muito diferente da solidariedade que os pobres prestam ao seu próximo repartindo o pouco que têm, e da política praticada por governos populares, como o do presidente Lula, que fez um Brasil para Todos.

Agora o Huck diz que “estaria sendo covarde” se ficasse de fora da política. Não se enganem sobre as tremendas covardias que seria capaz de praticar se entrasse na política. E podem esquecer aquela história de limpinho contra a corrupção. A emissora em que ele trabalha deve fortunas de impostos que significam educação, saúde, moradia e saneamento básico. Forma brutal de corrupção.

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