meio ambiente

Catástrofe da Vale é reflexo da privatização e país continua em risco

noticia | 01/02/2019 | Da Redação

A Vale do Rio Doce foi privatizada por Fernando Henrique Cardoso em 1997. A maior mineradora de ferro do mundo foi vendida por apenas R$ 3.3 bilhões, enquanto suas reservas minerais eram calculadas em mais de R$ 100 bilhões. Desde que foi criada por Getúlio Vargas em 1942 até a privatização, nunca houve acidente ambiental de grandes proporções. Na mão de empresários gananciosos, já aconteceram o de Mariana e agora Brumadinho, com muitas pessoas mortas.

Outras desgraças estão a caminho e o governo Bolsonaro quer privatizar também as hidrelétricas, as refinarias e está entregando os dutos de petróleo e gás, apesar de uma recente pesquisa Datafolha mostrar que a maioria da população rejeita a privatização.  

Os dutos da Petrobras cortam o país de norte a sul. Já imaginou o risco de entregar isso a empresários gananciosos como os da Vale? E as termoelétricas a gás e diesel, que acabaram com o apagão no Brasil, numa gestão mercantilista como a da Vale, podem se transformar em bombas.

Muitas das hidrelétricas da Eletrobras estão em áreas de preservação ambiental e próximas de cidades. Caso sejam entregues a um banco, por exemplo, ele vai zelar pelo meio ambiente e pela preservação das áreas ribeirinhas?

O pré-sal, cuja tecnologia foi desenvolvida pelos petroleiros da Petrobras, está sendo entregue a empresas multinacionais que vão fazer a produção predatória, ou seja, quanto mais rápido e maior a produção, maior o lucro. Imagine o risco ambiental de um acidente no pré-sal no litoral de Santos, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

A privatização no Brasil tem se mostrado uma ação irresponsável entre amigos. Além da questão estratégica, há prejuízo econômico, com perda de arrecadação de impostos e empregos precarizados.

Exército de Israel em Brumadinho foi um fiasco

A presença do exército de Israel em Brumadinho, mais do que uma afronta ao exército brasileiro, mostrou-se inútil. Segundo o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Eduardo Ângelo, que comanda o resgate, os equipamentos trazidos por militares israelenses "não são efetivos para esse tipo de desastre". Os bombeiros tiveram até que salvar um soldado israelense que estava afundando na lama.

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