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Golpe arruína economia e inadimplência das empresas sobe 8,92%

noticia | 27/04/2018 | Da Redação

O número de empresas com contas em atraso e registradas nos cadastros de devedores cresceu 8,92% em março de 2018, na comparação com o mesmo mês do ano passado, mostrando as consequências nefastas causadas pelo golpe que derrubou a presidente Dilma Rousseff. Os dados foram apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

O crescimento da inadimplência das empresas foi puxado, principalmente pela região Sudeste, cujo crescimento do número de empresas inadimplentes foi de 15,26% na comparação anual. Nas demais regiões também houve crescimento, mas em patamares menores e em tendência de desaceleração: alta de 3,56% no Sul, 2,35% no Centro-Oeste, 2,33% no Nordeste e 1,23% no Norte. Na passagem de fevereiro para março deste ano, sem ajuste sazonal, houve alta de 2,36%.

Outro indicador que também apresentou péssimo resultado, segundo o SPC Brasil e a CNDL, é o de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas. Neste caso, o crescimento foi de 7,47% na comparação anual e o destaque, mais uma vez, foi do Sudeste, que observou variação de 14,45% no período. Na comparação mensal, na passagem de fevereiro para março, a variação foi de 2,40%.

Entre os segmentos devedores, a alta mais expressiva ficou com o ramo de serviços, que apresentou crescimento de 12,64%. Em seguida aparecem o comércio (6,12%), indústria (5,57%) e agricultura (3,82%).

Considerando os setores credores, ou seja, apenas as empresas que deixaram de receber por uma dívida, o ramo de serviços também lidera e apresentou alta de 9,29% no último mês de março. Em segundo lugar estão as indústrias (6,75%), acompanhadas das empresas do comércio (3,02%). O único ramo a apresentar recuo foi a agricultura, cuja queda foi de -3,88% no período. De modo geral, cada empresário inadimplente possui duas dividas registradas no banco de devedores e 70% de todas as pendências são com o setor de serviços, que contempla instituições financeiras.

A recuperação de crédito também vai mal, com queda de 0,79% em março.

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