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Huck e Oprah, tudo a ver 

artigo | 12/01/2018 | Maria Luiza Franco Busse

Não consigo achar que é por acaso a exposição de dois agentes midiáticos de massa em momentos tão significativos e importantes do nosso tempo nacional e internacional.

Guardadas as imensas distancias históricas pessoais, políticas e geográficas que separam Huck e Oprah, pesquisas e lançamentos de seus nomes na roda do jogo político levam a pensar no palco que está sendo armado pelas forças reacionárias e de centro para tornar ainda mais familiar e natural a idéia de candidatos saídos da área de entretenimento dos meios de comunicação, no caso a televisão. 

Ou seja: aqui como lá, os Estados Unidos, centro emissor da propaganda imperialista ordenada pelos serviços de segurança e inteligência, o meio em que os dois estão abrigados é a mensagem que concentra o conteúdo dos interesses dos ricos e suas políticas de concentração e acumulo de riquezas, hoje sem margem de alternativa para os trabalhadores pobres, nem mais aquela suficiente defendida por um lorde sensível que alertava ser necessária a manutenção do mínimo de direitos para garantir o bem-estar e prevenir contra a passagem inevitável do capitalismo para o socialismo caso se provocasse a massa com a retirada total de sua possibilidade de existência. 

“OPRAH VENCERIA TRUMP EM DISPUTA PRESIDENCIAL”, estampam os jornais a pesquisa de um instituto de inclinação do partido republicano do presidente. Segundo o Rasmussen Reports, 48% dos americanos escolheriam a apresentadora Oprah Winfrey para a presidência dos Estados Unidos em 2020, contra 38% que prefeririam o presidente Donald Trump.

Enquanto isso, no Brasil, Huck é trabalhado como candidato nos demais programas de auditório da emissora a que está vinculado, e já garantiu junto ao IBOPE a permanência do seu nome nas pesquisas de intenção de voto realizadas pelo instituto.

Por aqui, essa projeção concomitante tem o poder tático de causar sedução no imaginário comum que nunca deixou de acreditar que o que é bom para os Estados Unidos é  bom para o Brasil. Não me espantaria se, em breve, Huck e Oprah forem visto juntos em um arranjo travestido de longo e divertido programa-encontro de dois atores sociais de sucesso, no que se poderia chamar de mais uma produção entre os entreguistas internos e a rapinagem internacional.A ver se é só um delírio ou a realidade confirmará.  

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