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Contrarreforma da Previdência ganha reforço de agência de classificação de risco

artigo | 13/01/2018 | Mário Augusto Jakobskind

O esquema pela aprovação da contrarreforma da Previdência ganhou um aliado internacional, a agência de classificação de risco  Standard & Poor  (S&P). Na verdade o governo lesa-pátria de Michel Temer e sua base aliada estavam se sentindo inseguros quanto a aprovação da medida e agora os contra reformistas esperam que seus seguidores no Congresso não se intimidem com as pressões populares e votem em peso em favor da medida que atinge em cheio os trabalhadores brasileiros. O carnaval noticioso da mídia comercial faz parte do jogo da mentira em favor da privatização da Previdência. Um jogo sujo por excelência.

Da parte do presidente da Câmara dos Deputados, o patético Rodrigo Maia, que já se apresenta como candidato presidencial, tudo vem sendo feito pela aprovação. Basta acompanhar diariamente as suas declarações divulgadas com grande destaque pela mídia comercial. O aposentado do Banco de Boston e Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disputa com Rodrigo Maia a defensa entusiástica da contrarreforma.

Todo o esquema montado, inclusive antes do reforço da S&P, é de que sem a aprovação o Brasil quebra e não terá como pagar aposentados e funcionários públicos. São os tais petardos da mentira destinados a convencer à necessidade da aprovação da medida pelos integrantes da base aliada. Os parlamentares temem que podem ter a reeleição ameaçada e muitos deles perderão o tal fórum privilegiado nas acusações de corrupção e se perderem o mandato serão julgados não mais pelo STF, mas sim em outra instância judicial.

Daí a necessidade do mercado financeiro, interessado na contrarreforma previdenciária, de requisitar o reforço da S&P. Com a grande repercussão na mídia comercial que teve a iniciativa, os defensores da contrarreforma, que visa facilitar o jogo da privatização do setor, Rodrigo Maia, Meirelles e outros integrantes do governo lesa-pátria, esperam ansiosos que o apoio à contra reforma se fortaleça de uma vê por todas.

Ao mesmo tempo em que o esquema destinado a convencer parlamentares e os incautos ganhe força, o governo Michel Temer segue empenhado em levar adiante o projeto que faz o Brasil andar para trás. O esquema de quebra ainda aproveita para colocar o posicionamento restritivo à possibilidade de numa eleição prevalecer o fortalecimento de uma candidatura que não reze pela cartilha proposta pelos defensores do projeto.

Em suma, o Brasil vive um momento impressionante em que o mercado financeiro não quer perder de forma alguma a hegemonia encontrada com a ascensão do atual governo lesa pátria e para tanto se vale das mais variados ações, desde as chantagens com base em mentiras, repetidas diariamente por Meirelles e outros da patota,  até as pressões internacionais como  a da agência de classificação de risco  Standard & Poor  (S&P). 

Este é o Brasil de hoje em que o atual governo, junto com a mídia comercial, esconde, por exemplo, o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado que concluiu que a Previdência não é deficitária. Prevalece, portanto, o que divulgam os defensores incondicionais da contra reforma da Previdência, que não passa de mentira destinada a enganar os incautos.

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