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Justiça libera agressão a direitos humanos em redação do Enem

noticia | 26/10/2017 | Da Redação

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região suspendeu, nesta quinta-feira (26/10), a regra do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), que zera as redações de alunos consideradas desrespeitosas aos direitos humanos. Assim, os estudantes estão liberados para agredir os direitos humanos e até defender tortura nas redações.

O Judiciário atendeu um pedido da Associação Escola Sem Partido, que vive tentando destruir a educação nacional, inclusive defende que Paulo Freire – o escritor mais lido no mundo sobre educação – não seja o patrono da educação brasileira. Já o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) defendeu a regra e, em nota, divulgou que vai recorrer à sentença assim que for notificado. Desde 2013, o critério faz parte do edital do Enem.

A decisão do tribunal preocupa a professora da Universidade de Brasília (UnB), Edileuza Fernandes. Para ela, o desrespeito aos direitos humanos é uma questão discutida em âmbito universal. “Está garantido pela nossa constituição. De garantir os direitos humanos, de respeitar os direitos de todos, de pensar diferente, em relação às questões étnicas, raciais, de gênero, de crença. As diferenças físicas, sociais e econômicas”, afirmou.

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