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Caem PIB e emprego, sobem violência e intervenção militar

noticia | 09/03/2018 | Cesar Fonseca

O golpe de 2016 produziu mais um desastre anunciado: o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu apenas 1% em 2017. É o menor crescimento entre 33 países do mundo com a dimensão econômica do Brasil. Resultado da economia neoliberal do ministro banqueiro Henrique Meirelles, que congelou os gastos públicos por vinte anos em nome de um ajuste fiscal irracional, antieconômico, antiemprego, antinacionalista e destrutivo. Com ele, o desemprego atinge mais de 12% da população economicamente ativa (12,7 milhões de trabalhadores), crescem a violência e a insegurança social, surgindo a oportunista intervenção militar no Rio de Janeiro.

 

Pelo que disse o interventor, general Braga Netto, de que o Rio é um laboratório para o Brasil, é de se esperar que o processo de intervenção se alastre por todo o país, sobretudo se continuar a praga do desemprego impulsionado pela política economicida que favorece especuladores do mercado financeiro. São eles que faturam cerca de 40% do Orçamento Geral da União, de R$ 2,5 trilhões, realizado em 2017, segundo a Auditoria Cidadã da Dívida.

 

Os demais setores da economia, submetidos à economia congelada, afundam, levando o país a uma encruzilhada perigosa de guerra civil, como demonstram os dados apurados na CPI da Violência contra Jovens, Negros e Pobres. São 60 mil assassinatos de jovens por ano, 200 por dia, 7 a cada hora, um massacre que tende a se alastrar, ainda mais no ritmo de destruição de direitos econômicos e sociais, como por exemplo a reforma trabalhista, cuja essência é devolver o Brasil ao regime de escravidão, onde o negociado vale mais que a própria lei nas relações entre capital e trabalho.

 

E a situação tende a piorar, entre outras coisas, porque o governo ilegítimo de Michel Temer acelera a entrega das empresas estatais responsáveis por estruturar o desenvolvimento nacional, como Eletrobras, Petrobras e Embraer. Para completar esse massacre contra a população, ele ainda deseja acabar com a previdência social.

 

Não há outra saída para a população que não seja apoiar a união de forças para eleger um candidato capaz de barrar esse entreguismo criminoso.

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